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Duelo entre NBB Brasil e NBB Mundo foi a principal atração do Final de Semana das Estrelas
Foto: Diogo Martins/Basketeria
Ao término de mais um final de semana das estrelas, o quinto do Novo Basquete Brasil, chega a hora da avaliação. Nós, juntos, separados e acompanhados, estivemos em todas as edições do evento: o primeiro no Rio de Janeiro, o segundo em Uberlândia, o terceiro e quarto, em Franca, e o último, agora, em Brasília.
Desta maneira, tentamos pensar a respeito não só em um contexto isolado, como um evento de dois (ou três) dias de basquete, mas como próprio símbolo de desenvolvimento e evolução da Liga Nacional. Isso significa dizer, por exemplo, que obviamente o Jogo Das Estrelas I e II tiveram produções muito mais modestas que o V, uma vez que se tratava ainda de um processo embrionário de constituição de um novo projeto. No entanto, sob diversos aspectos, uma maior estrutura e um maior investimento não garantem, necessariamente, a qualidade.
Com mais críticas do que elogios, abaixo listamos os pontos que julgamos fundamental abordar para que este final de semana traga mais ensinamentos do que ilusões.
O público
Pode-se enxergar o público do Jogo das Estrelas 2013 de duas formas: pelo número absoluto de torcedores ou pela lotação do ginásio Nilson Nelson.
Ainda estamos apurando os dados oficiais mas, independente do número estimado - a informação que circula por aí é que havia cerca de oito mil torcedoresno evento principal, o duelo entre NBB Brasil e NBB Mundo - o público deste ano é um dos maiores da história de um Jogo das Estrelas do NBB.
No entanto, trata-se de um evento em que a lotação do ginásio é (ou deveria ser) uma obrigação. É muito ruim para todos, dos participantes até os telespectadores, a passar pelos patrocinadores, ver grandes vazios nas arquibancadas. E foi isso o que aconteceu. Em nenhum dos dias, o público conseguiu encher mais da metade da capacidade do Nilson Nelson.
E não é culpa dos basketeiros brasilienses. Afinal, num evento com inúmeros fatores desestimulantes (vide demais pontos elencados abaixo), cobrou-se preços muito salgados (variou de R$ 20,00 a R$ 40,00 no sábado), em horários que não são exatamente dos mais aprazíveis.
Arquibancadas do Nilson Nelson estava longe da lotação máxima (Foto: Diogo Martins/Basketeria)
Show (quase desapercebido) com quatro baterias
Quase passou batido, mas para quem conseguiu ver num dos cantos da quadra, foi muito legal a presença do Street Beat Group. O grupo é composto por quatro bateristas, um deles de apenas 13 anos, e fizeram um barulho bom de se ouvir em Brasília, considerada por muitos a capital nacional do rock.
Campeonato de enterradas
Se o campeonato de enterradas da NBA há algum tempo é um desastre, o do NBB vinha sobrevivendo às custas da criatividade dos atletas escalados. Enterradas como a de Lucas Mariano na edição de número três, e a de Rafael Stabile, no ano seguinte, roubaram a cena; desta vez, o resultado foi frustrante. O que pode ter pesado neste sentido foi o processo de escolha dos finalistas. Qual a lógica de, além de Pipoka, nomes como Bruno Gagliasso, José Aldo, Tiago Leifert e Alex Escobar sejam os jurados técnicos, responsáveis pela lista final?
Qual a estratégia nisso? Por que um fã de Gagliasso, ou de Escobar (existe?) passaria a gostar de basquete porque viu o ator ou apresentador comentando 30 segundos sobre um assunto que ele não sabe absolutamente nada?
No final das contas, os meninos que lá estiveram não tiveram culpa e Gui soube vencer um torneio apelando pelo seu carisma. Mas foi certamente o pior concurso de enterradas desde o primeiro Jogo das Estrelas.
Novamente fantasiado, Guilherme Deodato faturou o bicampeonato do Torneio de Enterradas (Foto: Diogo Martins/Basketeria)Formatação para TV em detrimento da experiência de ginásio
O Jogo das Estrelas escancarou, mais uma vez, a predição da LNB em construir um evento para a TV e que, quem esteja no ginásio, que se vire para entender o que esteja acontecendo. O sistema de som não foi desenvolvido para o tipo de condução de evento que estava desenhado e a falta de um sistema de iluminação e de uma direção de espetáculo acabaram dando a impressão de que havia uma série de coisas acontecendo ao mesmo tempo, nada muito importante ou relevante. Faltou também um telão, nem que fosse para colocar o quadro de resultados das competições. No final das contas, parecia que fazia mais sentido ficar em casa e ver aquilo pela TV.
Mascotes enlouquecidos
Muito legal que as franquias do NBB estejam criando e capacitando seus mascotes e ponto para a LNB por ter trazido Jay-Jay para treiná-los. Jay-Jay é um fenômeno, um craque na arte de entreter. Se os mascotes brasileiros conseguirem aprender só um pouco com ele, já ajudará muito na experiência do “ir ao ginásio” dos torcedores daqui. Os mascotes brasileiros marcaram presença, com muito carisma e intensidade.
Brasilia, Pinheiros, Minas e Bauru mandaram representantes, enquanto Limeira enviou a fantasia para que fosse utilizada por um dos recreadores convidados para acompanhar o workshop do Jay-Jay. Que no próximo, haja o dobro!
As intervenções "palhaças"
Apenas pelo fator inusitado, foi legal ver o Renatinho (e por ser o Renatinho!, um árbitro de duas finais olímpicas) matar aquela bola na terceira edição do Jogo das Estrelas, mas atualmente só tem atrapalhado a partida festiva.
Não faz sentido que se permita, insista, promova e estimule uma série de brincadeiras que não têm nenhuma graça para além das pessoas que fazem parte daquilo. Tivemos mais uma vez um espetáculo de coisas irritantes: árbitros (como se estes estivessem com alguma moral para querer qualquer tipo de holofote) querendo chutar bola, mascotes entrando em quadra para jogar valendo, equipes atacando com seis atletas e toda sorte de bizarrices. Isso, em vez de tornar o espetáculo mais agradável, apenas dá um tom pastelão à pelada. Quem gosta de basquete não vai assistir a isso e achar que tudo bem. Quem gostar de algo desse tipo, não vai, por causa disso, começar a gostar de basquete.
Além disso, há a impressão de que o Jogo das Estrelas se tornou uma espécie de playground da emissora responsável pela transmissão do jogo, com o quadro de repórteres e de apresentadores tentando participar mais do que as verdadeiras estrelas.
Parem com isso urgentemente!
Mascotes invervieram durante o Jogo das Estrelas (Foto: LNB/Divulgação)
LDB junto com JDE
Foi muito boa a ideia de que a fase final da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB, o NBB sub-22) acontecesse no final de semana das estrelas. Mas cá entre nós, qualquer boate de baixo orçamento do interior do Paraná sabe que a principal atração tem que vir por último e não abrir o evento. A final da LDB poderia ter sido disputada no sábado, antes do Jogo das Estrelas. O horário seria muito ruim, mas, pelo menos, teria algum sentido, porque a chegada do público nos quartos finais faria com que a decisão tivesse cara realmente de uma final.
É verdade que a derrota de Brasília atrapalhou, mas um campeonato promissor e importante como a LDB não pode ter sua decisão às moscas. Infelizmente, não deu para contar cem torcedores acompanhando um campeonato tão legal como esse!
Jogos da LDB foram disputado com arquibancadas vazias (Foto: Diogo Martins/Basketeria)
MVP do Alex em alguma coisa
Alex Garcia foi eleito MVP do Jogo das Estrelas (Foto: Diogo Martins/Basketeria)
Alex Garcia finalmente foi reconhecido como MVP em alguma coisa. Para a opinião de muitos, o ala-armador foi o melhor jogador do último Pré-Olímpico, disputado em Mar del Plata, pelas suas atuações defensivas. Além disso, teve vital importância em todas as três conquistas dos candangos no NBB.
Curiosamente (e infelizmente), a consagração veio num jogo festivo, que pouco tem a ver com o estilo de jogo do "Brabo". Por outro lado, que ótimo que tenha vindo em Brasília, ao lado de sua maior legião de fãs.
Visão da quadra
O Nilson Nelson é um ginásio grande e há um espaço gigantesco entre a quadra e as arquibancadas, o que acaba exigindo dos responsáveis pela organização um tipo de tato que faltou à LNB neste final de semana. Com transmissões de Globo e Sportv, não faltaram gruas, câmeras, equipes de transmissão e um carnaval de adereços que impossibilitaram uma melhor visão da quadra tanto nas atrações de sexta-feira, quanto no jogo do sábado e na decisão da LDB no domingo. No final das contas, esse é só mais um dos exemplos que ilustram a predileção da organização do campeonato em desenhar o seu espetáculo para enlatá-lo para TV em detrimento da experiência de ir ao ginásio.
Assistir a um jogo de basquete com a responsabilidade de escrever sobre ele com diversos “pontos cegos” é absolutamente inadmissível. Aliás, a falta de críticas da imprensa presente sobre este aspecto pode sinalizar o quão pouco se presta atenção no que acontece dentro de quadra.
Acessórios prejudicaram imprensa e técnicos (inclusive Magnano) a acompanhar a partida das arquibancadas (Foto: Diogo Martins/Basketeria)
Harlem Shake dos gringos
Dos muitos "Harlem Shakes", oficiais e paralelos, realizados no final de semana brasiliense, ninguém discordará que este é imbatível. Em parceria com Shamell para o lançamento do seu site, tivemos a oportunidade de organizar um Harlem Shake com os gringos do NBB. Quase todos aceitaram o nosso convite e foram muito dispostos durante as gravações, que ocorreram na madrugada do sábado para domingo no quarto do craque do Pinheiros.
Se você ainda não viu, veja abaixo
Adoramos a festa: família com adolescentes, crianças e adultos...
Normalmente os jogos de basquete são muito tensos e o Jogo das Estrelas alcançou a finalidade, que é a interação entre os jogadores de todas as equipes sem a competição de "vida ou morte". Todos participaram com muita alegria e descontração... com certeza vai servir de exemplo para outros tipos de jogos...
Excelente análise e crítica construtiva!! O momento que o nosso basquete passa é de ações inteligentes e que traga mais atletas para o nosso esporte!!!
Ao meu ver o Jogo das estrelas tem que ser o carro chefe pra promover a liga, para aqueles que não são amantes do basquete. Por tanto, brincadeiras e irreverencia podem até evitar aqueles momentos chatos e mornos que tem em jogos das estrela, onde ninguem amrca ninguem e td+. No entanto esse circo com Tiago leifert sendo colocado pra enterrar no meio do jogo e etc ja passou dos limites.
Outor ponto, se tv quer usar a imagem de suas estrelas junto ao basque, por que não por uma area vip com celebridades de dentro e de fora do absuqete a beira da quadra, como são as quadras da NBA? Isso sim vale apena, não ver o pericles comentando, ver ator escolhendo jogador, ou ver cantora do the voice votando em enterrada.
Por fim acho que o único jeito de ter o público ideal é estabelecer, ao menos que td ano par o JDE será em Franca, isso talves estimule até um desenvolvimento turistico específico da data.
Imagine o Franca que ja investiu numa loja tematica, monte o seu Museu, ou até a CBB crie seu Hall da Fama e o estabeleça em Franca, onde todos os basuqeteiros visitarima no jogo das estrelas, ou seja a cidade se tornaria a casa do basqueteiro.
E para que nós de outra cidade possamos receber o evento ao menso uma vez o JDE seria em cidades rotativas em anos impares, como foi em 2013.
Por fim, tem mto que melhorar!!!!!!!!
Crítica inteligente e construtiva
Muito bom o texto Gui e Lauria, parabéns.
Vamos ver se nos próximos anos o pessoal da Liga faz um evento pro público, não pra Rede Globo..
A NBB necessita de mais profissionalismo, aquele toco de alex no lance livre final demonstrou uma cópia fajuta do all star americano e que jogam menos e fazem mais piada, e máfia porque o OT iria prolongar a transmissão televisiva...
A NBB necessita de mais profissionalismo, aquele toco de alex no lance livre final demonstrou uma cópia fajuta do all star americano e que jogam menos e fazem mais piada, e máfia porque o OT iria prolongar a transmissão televisiva...
Muito boa análise.
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