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Em duelo de americanos, Itabom/Bauru vence Vivo/Franca e cola na liderança

Qui, 08 de Dezembro de 2011 22:06 Atualizado em Qui, 08 de Dezembro de 2011 23:09 Escrito por  Fernando BH
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Com um duplo-duplo, Larry comandou a vitória do Itabom/Bauru Com um duplo-duplo, Larry comandou a vitória do Itabom/Bauru Foto: Fernando BH/Basketeria

Quem foi ao ginásio da Luso, na cidade de Bauru, na noite desta quinta-feira, viu um ótimo jogo de basquete, válido pela sétima rodada do NBB 4 . O Itabom/Bauru confirmou seu favoritismo e bateu o Vivo/Franca por 92 a 82. Placar construído pela genialidade de dois norte-americanos: do lado francano, o ala Kevin Sowell, cestinha do NBB, anotou 30 pontos; mas o alienígena Larry Taylor, com duplo-duplo (25 pontos, 11 assistências) e de quebra 6 rebotes, foi ainda mais brilhante e garantiu a vitória dos bauruenses, que seguem na cola dos líderes Flamengo e Pinheiros/Sky. Já os francanos amargaram a sexta derrota seguida e ocupam uma apenas a 13ª posição.

O jogo

O início da partida foi atrasado por conta da presença de torcedores de pé atrás das tabelas. Quando finalmente a bola subiu, a equipe da casa começou muito forte na defesa. Guerrinha deu chance a Nathan Thomas entre os titulares, para o norte-americano mostrar serviço no tempo que resta de seu contrato de experiência.

Para furar o bloqueio bauruense, Franca apostou na atuação solo de Kevin Sowell e assim, não deixou o time da casa abrir vantagem. O duelo dos norte-americanos foi bonito de se ver, já que Larry Taylor respondia do outro lado. O período terminou 21 a 15 para o Itabom/Bauru.Kevin Sowell encara a marcação de Gui: 30 pontos no jogo <i>Foto: Fernando BH/Basketeria</i>Kevin Sowell encara a marcação de Gui: 30 pontos no jogo Foto: Fernando BH/Basketeria

O segundo quarto começou igualmente corrido e ambas as equipes apostaram no revezamento. Bauru se saiu pior com as trocas e os visitantes fizeram uma excelente parcial, virando o placar e abrindo pequena vantagem. Os erros dos dono da casa se sucederam, e enquanto isso, Ricardo Probst e William Drudi se impuseram no garrafão. Os bauruenses conseguiram responder em jogadas individuais de Larry, que fechou o primeiro tempo com 10 pontos, contra 13 de Sowell. O equilíbrio predominou na parcial, e os times foram para o intervalo com o Vivo/Franca na frente: 35 a 34.

Assim que a partida recomeçou, Itabom/Bauru não repetiu os erros de ataque do quarto anterior e conseguiu virar o placar, em bandejas de Larry e arremessos de fora de Gaúcho, estreante da noite. Drudi se desdobrou do outro lado, mas não conseguiu evitar que diferença chegasse a 15 pontos a três minutos do fim do período. Se Sowell seguiu com certo destaque, seus conterrâneos Basden e Johnson mal foram notados em quadra. Mal na partida, Helinho conseguiu converter seu primeiro arremesso somente na final da parcial e o placar terminou com os anfitriões na frente: 61 a 52.

No quarto final, finalmente o canhoto Jermaine Johnson mostrou certa força debaixo da cesta – além de acertar um chute de três. Mas Douglas Nunes, até então discreto na partida, converteu bolas seguidas para ajudar a manter os donos da casa na frente, mas não a uma distância segura, pois Sowell seguia pontuando. Larry, inflamado pela concorrência à altura, mostrou seu diferencial: ser de outro planeta. Um festival de dribles e infiltrações. Contando com duplo-duplo de Jeff Agba (18 pontos, 11 rebotes) e o costumeiro gatilho certeiro de Fischer (19 pontos), Itabom/Bauru conseguiu fechar a partida com boa vantagem: 92 a 82.

Evolução

Apesar da sexta derrota seguida, Franca mostrou evolução e vendeu caro a derrota para Bauru. Até então criticado por contratar norte-americanos de qualidade duvidosa, o clube parece que pode acertar desta vez, pelo menos com o pontuador Sowell.

– Os americanos vão dar muito trabalho, têm qualidade. São só três semanas de treinamento. A tendência é eles incorporarem o sistema da equipe, entenderem a leitura do jogo. Já está começando a acontecer e nossa equipe vai crescer bastante, comentou assistente técnico Paulo Berger.

O pivô Drudi, que jogou no sacrifício (fortes dores lombares), também aprovou o desempenho do time, apesar da derrota.

– A cada dia estamos crescendo. Estamos ganhando conjunto e confiança, um está olhando mais na cara do outro. Conversamos no vestiário que demos um passo importante, fizemos um primeiro tempo excelente, mas não conseguimos fazer o jogo inteiro. Quando chegarmos no playoff, vai ser difícil ganhar da gente, avisou Drudi.

Marrento

O ala Kevin Sowell é uma figura. Reclama muito da arbitragem, enterra bola com o jogo parado, reclama mais da arbitragem, discute com jogadores e faz gesto irônico para a torcida adversária. Ingredientes a mais para o novo “showman” do basquete brasileiro – cestinha do NBB 4 com média de 25,5 pontos.

– Ele joga muito, mas é nossa casa e ninguém vai vir aqui dar tapa na nossa cabeça, brincou Larry Taylor, seu compatriota.

Boa reestreia

O ala Gaúcho avisou na matéria pré-jogo do Basketeria que, apesar da falta de ritmo de jogo, iria fazer de tudo para colaborar na pontuação em sua reestreia pelo Itabom/Bauru. E conseguiu, ao anotar 14 pontos.

– Não fui bem no primeiro tempo, mas no segundo eles deram a brecha que eu queria e fui para cima. Mas ainda estou sem ritmo, tenho que melhorar, ponderou o ala.

O técnico Guerrinha aprovou o retorno do pupilo.

– O Gaúcho funcionou na defesa também. Marcou o Sowell muito bem, mesmo assim ele foi o cestinha, é um jogador fantástico. Não é o forte do Gaúcho defender, mas marcou muito bem e foi fundamental para a pontuação, comentou o comandante bauruense.

                                             Hélio Rubens orienta Franca: seis derrotas seguidas <i>Foto: Fernando BH/Basketeria</i>Hélio Rubens orienta Franca: seis derrotas seguidas Foto: Fernando BH/Basketeria

Zebra em Sorocaba

Em uma das maiores zebras do NBB 4 até agora, a Liga Sorocabana de Basquete, jogando em casa, bateu a fortíssima equipe do Unitri/Uberlândia por 94 a 81. Com uma bela reação no terceiro quarto, a equipe do interior paulista conquistou uma das vitórias mais marcantes de sua história. O grande nome do jogo foi o armador norte-americano Kenny Dawkins, da LSB, que marcou 23 pontos.

Favoritos massacram

Nas outras partidas da rodada, nada de surpresas. Mesmo jogando fora de casa, o Pinheiros/Sky não encontrou dificuldades para vencer o Vila Velha/Garoto/BMG, por 86 a 54, com destaque para a atuação do ala Marquinhos, que anotou 24 pontos.

Outra equipe que atuou fora de seus domínios e venceu foi o Flamengo. Na primeira partida sem o ala-armador Leandrinho, que retornou ao Toronto Raptors,  o clube rubro-negro bateu o Cia de Terno/Romaço/Joinville, em Santa Catarina, por 88 a 65. O cestinha do duelo foi o ala Marcelinho Machado, com 28 pontos.

Para fechar, os favoritos São José/Unimed/Vinac e Uniceub/BRB/Brasília não tiveram dificuldades para, em casa, vencerem seus compromissos. Os paulistas passaram fácil pelo Tijuca/Rio de Janeiro, por 108 a 91. Enquanto isso, os atuais campeões do NBB bateram com tranqüilidade o time de Araraquara, por 97 a 79.

Prorrogação e vitória do Minas

No duelo que fechou a sétima rodada do NBB 4, o Minas Tênis Clube, em seus domínios, venceu o Winner/Limeira, na prorrogação. Após empate em 86 a 86 no tempo normal, os donos da casa venceram no tempo extra, por 95 a 93. Destaque para a dupla "gringa" do Minas, Mark Borders e Luciano "Chuzito" Gonzales, que anotaram 27 e 20 pontos, respectivamente.

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